Antaq vai mostrar eclusas de Tucuruí para empresariado

24-01-2011 15:38

Transposição de desnível permite a navegação de comboios de até 19 mil toneladas pelos rios Tocantins e Araguaia num trecho de 1,6 mil quilômetros; obra possibilita o escoamento de grãos agrícolas do Centro-Oeste pelo Corredor Norte

BRASÍLIA - O superintendente de Navegação Interior da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Alex Oliva, informou que em fevereiro será promovida visita técnica com empresários brasileiros às eclusas da hidrelétrica de Tucuruí, no Rio Tocantins, no Pará.

"Trata-se de uma obra fantástica, que levou 30 anos para ser concluída e precisa ser vista de perto pelos brasileiros interessados no desenvolvimento hidroviário e para os entusiastas da evolução logística", disse Oliva. O rio já é navegável em 800 quilômetros e, com as eclusas, terá sua extensão navegável estendida para 1.600 quilômetros. No futuro, chegará a 2.500 navegáveis.

Segundo Oliva, não se pode garantir que todas as hidrelétricas terão eclusas construídas já durante a fase de levantamento das barragens, mas isso está sendo tentado. A Agência Nacional de Águas (ANA) defende o uso múltiplo das águas, e a Casa Civil da Presidência da República recebeu informações sobre a questão. A Antaq também acompanha o projeto de lei 2009, que, se aprovado, imporá obrigação de que eclusas sejam parte obrigatória de todas as hidrelétricas, quando houver possibilidade de navegação.

Além de problemas políticos, há a questão técnica: logo após as eclusas de Tucuruí, existe um obstáculo, que é o Pedral de São Lourenço, uma área onde a passagem de embarcações é difícil. Já está prevista para meados de 2011 a explosão a frio desses obstáculos.

Empreendimento - No dia 30 de novembro do ano passado, as eclusas foram inauguradas. O sistema de transposição de desnível possibilitará a utilização dos rios Tocantins e Araguaia como hidrovias de grande porte, permitindo o tráfego de comboios com capacidade de carga de 19 mil toneladas.

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As eclusas de Tucuruí, que são as maiores do Brasil, compõem um conjunto de tanques para elevar ou baixar embarcações entre níveis diferentes. Cada um dos dois tanques mede 33 metros de largura por 210 metros de comprimento, com 44,5 metros de altura e capacidade para dar passagem a 40 milhões de toneladas de cargas por ano. De acordo com o Ministério dos Transportes (MT), as eclusas permitirão a passagem de um comboio de até quatro chatas, por elevação ou descida, em uma mesma operação. Ainda de acordo com o MT, foram investidos aproximadamente R$ 1,66 bilhão para a execução das obras.

 

(Fontes: O ESTADO DO MARANHÃO, Ed. 17693, PORTOS – pág. 08)

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