Comunicado SUZANO - Pedido de LO

24-01-2011 15:38

 

A visão do setor produtivo local sobre os principais desafios que deverão ser superados pelo Maranhão em diversas áreas, frente aos grandes investimentos ora em instalação, foi apresentada ontem pela Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) a representantes do Governo do Estado.

O encontro reuniu, além do vice-governador Washington Luiz, os secretários de Agricultura, Cláudio Azevedo; de Educação, Olga Simão; de Fazenda, Cláudio Trinchão; de Infraestrutura, Max Barros; de Indústria e Comércio, Maurício Macedo; de Cidades, Pedro Fernandes; de Meio Ambiente, Victor Mendes; e de Ciência e Tecnologia, João Bernardo Bringel. O secretário de Planejamento Fábio Gondim foi representado pelo subsecretário Antonio José Chatack. Também participou o presidente da Emap, Luiz Carlos Fossati.

As prioridades para o desenvolvimento do setor produtivo do Maranhão foram elencadas pela Fiema em oito eixos estratégicos: educação e qualificação profissional, gestão ambiental, desenvolvimento científico e tecnológico, adensamento de cadeias produtivas, ampliação da infraestrutura e da logística, gestão pública de qualidade, organização e participação do empresariado e redução das desigualdades espaciais da renda.

Segundo o presidente da Fiema, Edílson Baldez das Neves, esse entendimento entre iniciativa privada e governo, se faz necessário, para se superar dificuldades que se configuram como gargalos ao desenvolvimento econômico e social do estado. “Temos a responsabilidade de nos adequarmos aos impactos desses grandes investimentos”, pontuou.

Dentre os gargalos apontados, uma das principais preocupações do governo e do setor produtivo se dá em relação à educação e qualificação profissional. “A educação é base do desenvolvimento. Temos de investir na educação básica e na formação de mão-de-obra, uma vez que há uma grande demanda em todas as atividades econômicas”, frisou Edílson Baldez.

Especificamente no eixo educação e qualificação profissional, o superintendente da Fiema, Marco Antonio Moura, citou como foco de ações a melhoria da qualidade do ensino fundamental e médio; adequação da grade curricular dos cursos universitários, conforme demanda da indústria; e ampliação e melhoria da educação tecnológica e profissionalizante.

Com os investimentos da Refinaria Premium I da Petrobras em Bacabeira, a fábrica de celulose da Suzano em Imperatriz, a Aciaria do grupo Ferroeste em Açailândia, a exploração de gás pela OGX em Capinzal do Norte e Santo Antonio dos Lopes, a construção civil em São Luís, o setor industrial será bastante demandado, principalmente em relação à mão-de-obra especializada.

Diante desses investimentos de porte em instalação no estado, a perspectiva é que o setor industrial, que responde por 17% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, nos próximos 10 anos, duplique sua participação na produção de riquezas do Maranhão. “O PIB da indústria deve saltar para 34%, superando a participação do setor agropecuário, que hoje responde por 22% do PIB estadual”, comparou o presidente da Fiema.

Outra prioridade apontada pelo setor produtivo é de se adensar as cadeias produtivas para que o Maranhão eleve sua capacidade exportadora e consolide um processo de substituição das importações. Nesse aspecto, também é importante que se estimule a instalação de empreendimentos industriais voltados para o suprimento do mercado interno maranhense.

Vice-governador destaca parceria com empresários

O vice-governador Washington Luiz, que representou a governadora Roseana Sarney no encontro, destacou o entrosamento, a parceria firmada entre governo e setor produtivo, visando o crescimento e desenvolvimento econômico do Maranhão.

Para o vice-governador, essa parceria é fundamental nesse momento em que o Maranhão passa por grandes transformações, recebendo inúmeros investimentos geradores de negócios, emprego e renda.

O secretário de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Maurício Macedo, disse que o governo tem procurado trabalhar de forma compartilhada com o setor produtivo na busca de soluções de gargalos como a qualificação de mão-de-obra. “Estamos organizando um grande projeto de qualificação em conjunto com a iniciativa privada, universidades e demais órgãos, a ser lançado pela governadora Roseana Sarney”, informou.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Cláudio Azevedo, elogiou a iniciativa da Fiema em realizar esse encontro que propiciou ao governo conhecer, na visão da indústria, os principais entraves econômicos do estado no que diz respeito a logística, educação, infraestrutura e produção.

“A orientação da governadora Roseana Sarney é de se trabalhar para a criação de um ambiente favorável ao setor produtivo”, garantiu Cláudio Azevedo.

Eixos estratégicos para a indústria:

- Educação e qualificação profissional

- Gestão ambiental

- Desenvolvimento científico e tecnológico

- Adensamento de cadeias produtivas

- Ampliação da infraestrutura e da logística

- Gestão pública de qualidade

- Organização e participação do empresariado

- Redução das desigualdades espaciais da renda

(Fontes: O ESTADO DO MARANHÃO, Ed. 17693, ECONOMIA – pág. 06)

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