Editorial - Mudar para melhorar

15-12-2010 15:51

A governadora Roseana Sarney (PMDB) anunciou ontem a reforma que fará na estrutura do Poder Executivo e com a qual, acredita, terá as condições operacionais para realizar o seu novo governo, que, repetiu, será o melhor da sua vida. As mudanças constam da Medida Provisória que encaminhou ontem à Assembléia Legislativa para ganhar força de lei.

Na longa e descontraída entrevista coletiva que concedeu à tarde no Palácio dos Leões, a governadora reeleita reafirmou todos os propósitos elencados durante a campanha eleitoral. E ressaltou que, independentemente dos obstáculos que possam ser erguidos de agora até 2014, ela está movida pela convicção de que cumprirá todos os compromissos que assumiu com o eleitorado do Maranhão.

A reforma enxuga a máquina e torna mais dinâmica a estrutura operacional do governo. A Governadoria terá como órgão básico a Casa Civil, de onde sairão orientações para todos os mais órgãos diretamente ligados ao Palácio, às secretarias diversas e às 26 gerências regionais. As demais secretarias terão objetivos e funções diferenciados. As que cuidam de saúde, educação, segurança pública, agricultura e infra-estrutura se destacam por integrarem uma espécie de eixo operacional do governo. As demais terão sua importância destacada de acordo com as áreas de atuação e com os projetos que desenvolverão nos próximos anos. O sistema de administração e controle se sustentará nas áreas de planejamento – que absorverá os segmentos de pessoal e previdência – e fazendária.

Um dos pontos fulcrais da reforma do Poder Executivo é a volta da Comissão Permanente de Licitações (CPL), sob a direção do inatacável engenheiro Francisco Batista. Com a medida, a governadora Roseana Sarney põe um freio implacável nos ralos licitatórios que ela própria destruiu quando governou pela primeira vez, mas que foram irresponsavelmente reimplantados na estrutura nos dois últimos governos. A CPL é a garantia de que os processos licitatórios do governo serão corretos e isentos, ao contrário do que é possível acontecer com esse procedimento pulverizado em pequenas comissões.

O fato é que a reforma em curso está lastreada na decisão política de melhorar a atuação da máquina pública para, assim, mudar para melhor a realidade do Maranhão em todos os aspectos. A governadora Roseana Sarney tem plena consciência dos desafios que tem pela frente e está decidida a enfrentá-los, agora num cenário em que terá na presidente eleita Dilma Rousseff uma parceira que também aposta no desenvolvimento do Maranhão.

(O Estado do Maranhão ed:17.655; Primeiro Caderno; Opinião- pág. 03)

 

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