Foguete Orion tem lançamento adiado

04-12-2010 10:30

O lançamento do foguete de médio porte Improved Orion, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), previsto para hoje, foi adiado devido a um atraso no transporte de equipamentos. A primeira tentativa será segunda-feira (6), mas, caso as condições de tempo não sejam favoráveis à operação, uma segunda tentativa será feita terça-feira.

Será a primeira atividade da Operação Maracati II, que contará ainda com o lançamento do VSB-30, foguete de médio porte que integra o Programa de Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira (AEB). A preparação teve início no dia 16 de novembro deste ano e a previsão é de que um segundo lançamento aconteça até o dia 16 deste mês.

O lançamento tem finalidade de treinamento e avaliação dos sistemas de monitoramento do foguete e preparação para o lançamento do VSB-30, foguete de médio porte que vai levar para teste em ambiente de microgravidade experimentos científicos da AEB.

O Orion é um foguete de treinamento mono-estágio fruto da parceria do Brasil com a Agência Espacial Alemã. Esse é o terceiro lançamento do modelo que acontece em centros de lançamentos brasileiros. O primeiro foi realizado em 2008, no Centro de Lançamento Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte e o segundo aconteceu em maio de 2009, no CLA, durante a Operação Maracati I.

Preparação - A operação contará com a participação de equipes do CLA, do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), além de integrantes de outras unidades e instituições civis, os quais prestarão apoio às atividades destes. Também participarão diversas organizações responsáveis pelos experimentos de microgravidade, incluindo o Centro Espacial Alemão (DLR) e a AEB. Além da equipe do CLA, mais de 100 pessoas estão envolvidas diretamente na operação.

Com esse lançamento, será dado prosseguimento às atividades do Programa Espacial Brasileiro e ao Programa de Microgravidade, ambos coordenados pela AEB, permitindo que organizações de ensino, pesquisa e desenvolvimento realizem experimentos científicos e tecnológicos por meio de vôos suborbitais. Esse é mais um passo bem-sucedido do programa de foguetes de sondagem, que tem recebido reconhecimento internacional, por meio de grandes resultados alcançados na Europa.

O Orion é fabricado por brasileiros, mas é de tecnologia alemã e possui motor norte-americano. Considerado de médio porte, esse tipo de protótipo é adequado apenas para atividades de treinamento. Com estrutura de 5,7 m de comprimento, dos quais 3 m correspondem à carga útil e uma massa total de 500 kg, com propulsão sólida, o foguete atinge um apogeu entre 95 e 115 km. O Orion já é utilizado para o treinamento e realização de experimentos científicos da Alemanha. (O Estado do Maranhão; Ed. 17.646; Primeiro Caderno; Economia - pág. 07)

 

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