Ibama realiza audiência para discutir perfuração da Bacia Pará-Maranhão

12-01-2011 16:22

Bruno Gouveia

Da equipe de O Estado

Para iniciar o processo de perfuração na Bacia Pará-Maranhão por meio da empresa OGX Petróleo e Gás, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) promoveu Audiência Pública ontem, no salão do Centro de Convenções Governador Pedro Neiva de Santana. O objetivo foi discutir as formas de execução, os impactos sócio-ambientais da perfuração e avaliar a viabilidade da liberação da licença de exploração dos poços para operações em busca de reservas de petróleo e gás. A expectativa é de que que a licença seja liberada em 10 dias.

Na Bacia Pará-Maranhão, a OGX realizará atividades de perfuração em cinco blocos, envolvendo seis poços localizados a uma distância mínima de segurança de 120 km da costa, na altura do município de Apicum-Açu, a uma profundidade média de 54m a 700m. Na apresentação do relatório de impactos ambientais, foi informado que a perfuração está prevista para ser realizada no período de janeiro deste ano a junho de 2012.

“Dependendo do resultado desta fase de exploração, o prazo para a licença pode ser renovado. Os impactos ambiental e de restrição são mínimos. Serão apenas 500 metros de área restrita na base de perfuração”, declarou o gerente-executivo de Reservatórios da OGX, Roberto Toledo. “Com a apresentação do nosso plano de exploração, pretendemos, daqui a 10 dias, receber nossa licença para iniciar a exploração das bacias”, completou.

Com a audiência aberta para toda a comunidade, muitos moradores da comunidade participaram e deram sua contribuição para o relatório. “A participação da população é condição primordial para a liberação da licença. De imediato, cumpriremos o prazo para que todos possam se manifestar, e assim emitirmos a licença”, explicou a representante do Ibama, Ângela Maia.

O diretor jurídico da OGX, José Faveret, garantiu que nesta primeira fase os impactos negativos são mínimos e facilmente revertidos. Segundo ele, a expectativa com a descoberta de gás e petróleo nos poços é muito positiva. “Área semelhante de exploração de poços encontrados nesta localidade existe no continente africano e lá o sucesso da extração foi excepcional. Por isso, temos a certeza de que o Maranhão e todas as áreas envolvidas ganharão com vários serviços de bem-estar agregados”, revelou José Faveret.

Impactos – Os representantes da OGX apresentaram os principais impactos ambientais e as medidas a serem tomadas. No caso da pesca, foram definidos uma área de segurança de 500 metros ao redor da Plataforma e o risco de colisão nas rotas de navegação dos rebocadores. Neste caso, a medida adotada é de informar as comunidades pesqueiras da área de risco.

Outra questão muito abordada foi a manutenção da qualidade da água e do sedimento marinho. A OGX afirmou que durante a operação existe uma alteração temporária na qualidade da água e dos sedimentos, mas que o cascalho e os fluidos de base não aquosa serão descartadas em áreas menos sensíveis, com profundidade superior a 1.000 metros e com constante gerenciamento.

No caso de vazamento com óleo na plataforma, foi garantido pelos representantes da OGX que uma equipe treinada tomará as ações necessárias para conter o vazamento, através do Plano de Emergência Individual.

Com a apresentação do plano, José Faveret disse que a experiência de mais de 30 anos na área de perfuração é a garantia da qualidade dos serviços. “Estamos preparados para tudo e, principalmente, para o melhor, que será o sucesso da extração na bacia”, afirmou.

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Os municípios de Augusto Corrêa e Bragança (PA), Raposa (MA) e de Camocim, Aracaju e Itarema (CE) consideram a área dos blocos da OGX suas áreas de pesca. Dados do estudo mostram que, apesar dos municípios do Ceará pescarem na área dos blocos, os desembarques ocorrem no porto do Pará.

 

(O ESTADO DO MARANHÃO; ED:1783; PRIMEIRO CADERNO; ECONOMIA; OGX)

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