Leite em alta

02-08-2011 15:09

Produção de leite no estado cresceu 20,68% no primeiro trimestre de 2011 e há espaço para crescer mais

A produção de leite cru, resfriado ou não, no Maranhão no primeiro trimestre deste ano foi superior ao último trimestre do ano passado. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de janeiro a março de 2011 foram produzidos 14 milhões de litros de leite, enquanto que no último trimestre de 2010 o estado produziu 11,6 milhões de litros, uma diferença de 2,3 milhões de litros do produto.

Isso quer dizer que a produção estadual cresceu 20,68% e um dos fatores que contribuem para que a produção aumente no início do ano são as ocorrências de chuvas nos pastos do Maranhão. A melhor alimentação do gado leiteiro favorece a maior produção de leite. A transição do período de seca para o de chuvas em nossa região é percebido ainda pela quantidade de leite produzido a cada mês.

O que se pode observar é que nos meses de outubro (3 milhões de litros), novembro (4,1 milhões de litros) e dezembro (4,4 milhões de litros) há uma crescente produção, culminando em janeiro deste ano, (com 5,1 milhões de litros). Porém, logo em seguida, uma queda substancial de 881 mil litros de leite bovino no mês de fevereiro (4,2 milhões), para em março se estabilizar com a marca de 4,5 milhões de litros de leite.

Toda esta produção é processada por 17 laticínios autorizados pelo Ministério da Fazenda e pelo governo estadual espalhados por todo o estado. As maiores concentrações de processadoras de leite estão em São Luís, Açailândia e Imperatriz, onde há fabricação de leite em pó, leite em caixa e queijo. E já existem expansões de plantas industriais em andamento.

Produção

Segundo dados do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado do Maranhão (Sindileite-MA), o rebanho leiteiro maranhense produz um milhão de litros por dia. E que juntas, as regiões Tocantina, Pré-Amazônica e do Médio-Mearim são responsáveis por 87% da produção do estado, com as duas primeiras regiões concentrando 68% desse total.

Os investimentos na cadeia leiteira maranhense tem se fortalecido. De acordo com informações do sindicato, a mais recente empresa a fincar empreendimento no Maranhão é a Palate (SP), que possui planta industrial no município de Imperatriz, para a produção de leite em pó e de manteiga.

A Palate deve ampliar em 75% a capacidade de produção da fábrica maranhense até o fim do próximo ano. Somente em junho, a indústria – que gera 100 empregos diretos e mais de 300 indiretos – produziu 300 toneladas de leite em pó. Para os próximos meses a produção deve aumentar para 500 toneladas.

“Estamos prevendo um investimento de R$ 5 milhões na ampliação da planta industrial de Imperatriz, aumentando nossa capacidade de produção de leite em pó e manteiga, e estudamos a viabilidade de instalarmos parte de nossa produção de achocolatados na região”, disse o presidente da Palate Simon Bueno.

Estima-se que a demanda – hoje, de 120 mil tiros por dia – chegue a 210 mil litros por dia até o final de 2012 somente para a Palate.

Para o Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão, Cláudio Azevedo, a bacia leiteira do Maranhão está em franca expansão e as perspectivas de crescimento são as melhores. “Com a expectativa de o estado elevar a classificação sanitária para zona livre de febre aftosa, acreditamos que grandes investimentos no setor pecuário chegarão e movimentarão ainda mais o mercado, tanto de corte, quanto o leiteiro”, comentou.

“Já percebemos uma grande demanda por leite, que não está sendo plenamente suprida pelos produtores locais. É um mercado que possui grande potencial, e está pronto para crescer rapidamente. Mercado consumidor já existe. Falta os produtores investirem em seus rebanhos, inserindo novas tecnologias de aumento de produtividade”, completou Azevedo.

Escassez

Ainda de acordo com o secretário da Agricultura, Pecuária e Pesca, outro fator que compete com o aumento da produção leiteira voltada para a indústria é o grande número de pequenos produtores que investem em produções caseiras para vendas em mercados e feiras. “A Sagrima, está atenta a produção caseira para preservar a segurança alimentar, realizando blitz de fiscalização, esclarecendo sobre higiene e transporte adequados e evitando que produtos com origem desconhecida cheguem ao consumidor”, assegurou.

Ele também afirmou que há projetos estaduais para fomentar a produção de leite no estado. o governo estadual está doando tanques de resfriamento de leite a associações, cooperativas e sindicatos de produtores. “O objetivo é permitir que estes pequenos produtores melhorem a qualidade de seu produto e possam comercializá-lo com laticínios instalados no estado”, disse.

A Sagrima entregou este ano cinco tanques de resfriamento de leite – com capacidade para armazenar 3 mil litros – para os municípios de Tuntum, Imperatriz e Santa Inês. (Fonte: O Imparcial)

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