OGX quer perfurar poço no município de Lima Campos

08-12-2010 15:39

A OGX, empresa do grupo EBX, requereu à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Sema) licença prévia para atividade de perfuração de poço exploratório de petróleo e gás no município de Lima Campos, no bloco BT-PN-08 (PN-T-68), localizado na bacia terrestre do Parnaíba. Em outros dois municípios da bacia – capinzal do Norte e Santo Antonio dos Lopes – já foram encontradas reservas de gás natural.

Além de Capinzal do Norte, Santo Antonio dos Lopes e Lima Campos, onde o trabalho já avançou para perfuração, a OGX deve realizar pesquisas sísmicas em pelo menos 27 outros municípios maranhenses que integram a Bacia do Parnaíba.

No caso de Capinzal do Norte, onde foi iniciado o processo exploratório da empresa de Eike Batista na Bacia do Parnaíba e encontrada, em agosto deste ano, a primeira reserva de gás natural, a OGX requereu à Sema a renovação da licença prévia para perfuração.

Mais recentemente, a OGX anunciou a descoberta de duas acumulações de gás em poço perfurado no município de Santo Antonio dos Lopes, cujos testes indicam um potencial produtivo de 3,4 milhões de m³/dia. As chamas chegaram a 30 metros de altura, o dobro do verificado no poço de Capinzal do Norte.

Potencial - O potencial da Bacia do Parnaíba é estimado em 15 trilhões de pés cúbicos de gás.

Conforme informações prestadas pelo diretor-geral da OGX, o geólogo Paulo Mendonça, até 2015 deverão ser perfurados 15 poços na Bacia do Parnaíba, onde a OGX possui sete blocos de exploração, abrangendo uma área de 21 mil km² em 39 municípios. “Em 2011, serão perfurados nove poços e mais três em 2012”, disse.

Diante dos resultados já obtidos na Bacia do Parnaíba, o diretor-geral da OGX disse não ter dúvidas de que “estamos em cima de uma província de hidrocarbonetos poderosa”. Ele adiantou que em poucos anos se estará produzindo comercialmente os primeiros hidrocarbonetos na região.

Segundo Paulo Mendonça, o investimento da OGX na Bacia do Parnaíba, estimado entre 30 e 40 anos, trata-se de um projeto fundamental para o estado e para o país. “Não tenho dúvida de que se trata de um projeto estruturante tanto para o Maranhão quanto para o país”, avaliou.

 

(O Estado do Maranhão ed:17.648; Primeiro Caderno; Economia - pág. 06)

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