Qualificação é prioridade

06-02-2011 17:13

Em entrevista nesta edição, o presidente do Sindicato das Empresas de Construção Civil de Imperatriz, empresário João Neto Franco, dá uma declaração que é ao mesmo tempo uma constatação e um alerta de relativa gravidade. Segundo ele, o setor da construção civil da Região Tocantina está sofrendo as conseqüências da falta de mão-de-obra qualificada. E o que é mais preocupante, por maiores que sejam os esforços feitos até agora para, pelo menos, minimizar essa carência, não há indícios de que o problema seja superado. E o motivo é que a atividade econômica avança numa velocidade não acompanhada pela formação de trabalhadores qualificados.

O cenário da Região Tocantina, se ampliado em estaca maior, se encaixa perfeitamente na realidade estadual, a começar pelos grandes centros. São Luís, por exemplo, vive uma situação em que mão-de-obra qualificada é escassa. A construção civil, que no momento sofre as conseqüências de uma greve, está submetida ao quadro de carência e, por via de conseqüência, mercê de políticas sindicais equivocadas. Nos centros de recrutamento de trabalhadores qualificados há muita oferta, mas são poucos os que realmente podem assumir um trabalho que exige qualificação.

O setor da construção civil em São Luís, por exemplo, sofre as conseqüências da falta de mão-de-obra no mercado. Isso porque o contingente de trabalhadores qualificados já está compromissado, se não em obras na própria capital, em megaempreendimentos, como a Hidrelétrica de Estreito, no Maranhão, que está em fase de conclusão, e a de Belo Monte, no Pará, que já recebeu sinal verde para ser iniciada e que o cronograma das empreiteiras está na fase de recrutamento de trabalhadores qualificados. São milhares de empregos, que provocam o esvaziamento das áreas urbanas. Não bastasse isso, novos empreendimentos a caminho do Maranhão, como a Refinaria Premium, por exemplo, exigirão um grande contingente de mão-de-obra qualificada em diferentes áreas.

A governadora Roseana Sarney tem consciência plena desse cenário e colocou em prática programas arrojados de qualificação. Isso porque se o próprio Maranhão não preparar os seus para aproveitar as oportunidades de trabalho que estão surgindo, não haverá outra saída que não a importação de mão-de-obra. Daí a necessidade de transformar os programas de qualificação em prioridade máxima, por eles são essenciais para o futuro do estado.

 

(Fontes: ESTADO DO MARANHÃO, ED.17.708, PG-04, OPINIÃO)

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