Coleta seletiva longe do ideal
Mesmo com baixo custo de implementação, a coleta seletiva é sequer cogitada em redes de fast food de São Luís. Shoppings como o Rio Anil e São Luís ainda engatinham na execução de ações ecoeficientes
Uma única pessoa produz, em média, cinco quilos de lixo por dia. Em casa, no trabalho ou em ambientes públicos, é grande o volume de lixo produzido e descartado a despeito do seu destino final. Orgânicos, papel ou plástico, os resíduos acabam tendo a mesma destinação em muitas cidades que não têm sistema de coleta seletiva de lixo. É o caso de São Luís.
O primeiro passo para a implementação desse tipo de coleta que colabora para a preservação do meio ambiente já está sendo dado por alguns shoppings e lanchonetes fast food, mas ainda está longe do considerado ideal. O sistema de coleta seletiva é, basicamente, o processo de separação e recolhimento dos resíduos descartados e o encaminhamento deles para reaproveitamento ou reciclagem. De forma aparente, pode ser visto em lixeiras coloridas onde o lixo já é recolhido separadamente, por meio das indicações de plástico, papel, vidro ou metal. No caso de nossas redes, a maioria sequer detém cestos apropriados para separação dos resíduos.
Nos shoppings de São Luís, a coleta seletiva já é uma preocupação, mas não uma realidade. O Rio Anil Shopping, por exemplo, não faz a coleta seletiva e nem orienta o consumidor do consumo consciente. Mas diz ter formulado projetos para que a coleta dê certo neste ano.
O recém-inaugurado Shopping da Ilha, por sua vez, aposta na Sustentabilidade como um valor do empreendimento. "O shopping já contratou uma empresa local credenciada para fazer a coleta seletiva dos resíduos, dando a destinação mais adequada para cada tipo de resíduo a ser coletado", afirmou em nota a diretoria do Shopping da Ilha.
O São Luís Shopping, o mais antigo entre os três principais da Ilha, seleciona o lixo consumido por meio de parcerias e contratos com empresas de reciclagem e reaproveitamento de resíduos. O papelão gerado pelas lojas, por exemplo, é prensado e armazenado até ser destinado a cooperativas de reciclagem. A sucata para reciclagem (vidro, ferros, plásticos e outros materiais) é recolhida por uma empresa terceirizada.
Lição ambiental
Apesar disso, lixeiras seletivas não são encontradas no interior do shopping, o que ajudaria, inclusive, para a educação ambiental dos consumidores. Mas estão apenas no estacionamento e na fachada, ao lado de cada porta. Na área interna, há lixeiras comuns. Para o gerente de operações do São Luís Shopping, Nélio Paixão, o tratamento adequado de resíduos virou preocupação nos últimos anos por parte do público. "Podemos perceber que já existe uma melhoria na conscientização por parte dos usuários. Mas sentimos a ausência de mais campanhas e também de empresas que trabalhem com coleta seletiva e reciclagem", pontua.
Com relação ao lixo orgânico, o São Luís Shopping recolhe tudo o que é produzido por restaurantes e lanchonetes da praça de alimentação e deposita em uma câmara de lixo climatizada, enquanto o óleo de cozinha é doado para cooperativas que o utilizam como matéria-prima para a fabricação de sabão. (Fonte: O Imparcial)